E por que nesse projeto da Colaboradora a arte é o vetor primordial?

O Instituto Procomum acredita que é possível vivenciar práticas coletivas e não predatórias. Para isso, precisamos criar novas formas de convívio, onde surgirão novos conceitos e crenças sobre grupo e cooperação.

A arte é o campo das ideias onde há mais estímulo a liberdade e desenvolvimento. Onde reproduções estéticas nos convidam a novos imaginativos, a pensar novas subjetividades e construir novas identidades.

É também a possibilidade para que indivíduos e coletivos se expressem dentro de outras vertentes artísticas variadas, (a fotografia e a dança, a escrita e a música, etc), mesclando saberes e multiplicando experiências.

Na Colaboradora, o artista tem a chance de expressar-se, de colaborar e co-criar com outros artistas. Mas a ideia é ir além. Não podemos ignorar a realidade social do entorno e o desafio é promover a arte como uma ação de transformação no bairro – pela escuta, pelo aprender e ensinar.

Assim, acreditamos que a arte pode tornar-se a ferramenta para a defesa e promoção dos bens comuns não tangíveis do bairro: sua oralidade, histórias, saberes, ancestralidade e belezas. E também como agente transformador de seus problemas e conflitos.

Vamos juntos criar e colaborar para a construção de uma arte de viés comunitário e territorial?