A inovação cidadã também compreende a importância de afirmar os saberes ancestrais e tradicionais.

Afinal, preservar os saberes tradicionais na era digital é validar a sua importância no decorrer dos tempos e das gerações. E cruzá-los com conhecimentos técnicos, acadêmicos e científicos é também uma forma de inovação.

E foi esse o caminho que a atividade AMe no Circuito LABxS percorreu. Ela é uma das 15 ações contempladas no #Circuito2018.

Amanda Medeiros, proponente da ação, tem formação em fisioterapia, mas também é  pesquisadora de métodos de consciência corporal, fomentadora de encontros, investigadora do autoconhecimento e incentivadora da escuta do corpo e do autocuidado a partir da individualidade.

AMe no Circuito LABxS

Marcado pela entrada da lua cheia no mês de abril, a primeira atividade do Circuito LABxS foi realizada em dois encontros nos dias 28 e 29, na sede do Lab Santista.

“São encontros de intercâmbio de conhecimentos de anatomia, movimento corporal e noções autoconhecimento, autocuidado e aromaterapia”, explicou Amanda Medeiros

O primeiro dia de atividades foi marcado por exercícios para acordar o corpo, vibração dos esqueletos, escovação a seco e conversar sobre conhecimentos que passam de geração para geração sobre o auto cuidado.

Já no segundo dia, os participantes aprenderam como fazer um óleo essencial com semente de uva e lavando, uma bate-papo sobre redução de danos e prática de dança circular.


Autocuidado perpetuando autocuidado 

Para Amanda Medeiros, a atividade também ajudou sua própria vivência do autoconhecimento. “O legal é estar aqui e exercitar a presença. Falando para um grupo de mulheres e me ver maestrando uma atividade é muito importante. Um exercício interessante para romper com timidez, com várias limitações que me colocava. Estou me testando e conhecendo as pessoas. Buscando novas soluções para o corpo e saúde mental”.

Com a preocupação de perpetuar as práticas de autocuidado e autoconhecimento entre os participantes, Amanda Medeiros preparou um kit e um manual com os temas que foram pontuados nos encontros – assim, as participantes podem seguir praticando o que foi debatido na ação.

Para Carol Guimarães, urbanista e gestora de projeto, que participou do encontro a  atividade foi um momento intimista de escuta, vivência, compartilhamento, tato, contato, contação de histórias e resgate de crenças ancestrais.

“Gostei do kit que ganhamos, especialmente da escovinha para mexer o esqueleto e fazer massagem das articulações. Afinal, pensando e cuidando de nós mesmos, podemos ajudar mais pessoas”, contou Carolina Guimarães.