A chamada pública do Circuito LABxS (Lab Santista) 2018 recebeu 123 propostas de ações de inovação cidadã e cultura livre na Baixada Santista.

O júri autônomo analisou todos os projetos de acordo com os critérios pré-estabelecidos no edital e foi coordenado pela equipe do Instituto Procomum. Para mais informações sobre o júri e critérios de seleção clique aqui.

Veja abaixo quais foram os 15 projetos contemplados, seus proponentes e resumo da ação enviado na ficha de inscrição:

1. Mulheres na ciência – o redescobrir, o aprender e o despertar da mulher para a computação

Proponente: Renata Facundes da Costa

Resumo do projeto: Desenvolver oficinas gratuitas voltada às alunas do Ensino Médio de escolas públicas para difundir o papel da mulher na história da programação computacional e agregar conhecimentos de programas em software livre visando o aumento da participação feminina nessa área do conhecimento.

2. Vivências interseccionais: LGBT e negritude!

Proponente: Fabrício Silva Dias

Resumo do projeto: O Marsha Johnson é um coletivo LGBT com recorte étnico, de gênero e de classe; horizontal; autogestionado; sem fins lucrativos e apartidário. A roda de conversa “ vivências interseccionais: LGBT e negritude” vem na intenção de trazer à luz assuntos e demandas com mais urgência dentro do nicho LGBT, que infelizmente, mesmo nos dias atuais ainda é representado majoritariamente por homens cis e brancos em muitos espaços. Queremos criar um espaço onde mulheres e pessoas negras LGBT+ dentro de uma concepção de classe se sintam confortáveis e tenham suas vozes ouvidas, onde possam compartilhar experiências e criar uma rede de apoio mútua, para juntos nos fortalecer e nos articularmos em prol de nossas demandas e discutirmos sobre políticas públicas voltadas ao segmento na região da baixada santista. Consideramos que pessoas negras LGBT+ (sobretudo mulheres) e pessoas trans, parcelas mais vulneráveis da população e que demandam mais destaque, mesmo em espaços LGBT, onde não estão livres do racismo institucional, do machismo e da transfobia, o que faz o debate sobre o assunto imprescindível.

3. Pixerum – Intercâmbio entre comunidades tradicionais caiçaras

Proponente: Catharina Apolinário de Souza

Resumo do projeto: Pixerum é uma ação de intercâmbio entre comunidades tradicionais caiçaras e seus remanescentes, a fim de aproximá-las, potencializando suas relações sociais e possibilitando a troca de saberes e fazeres entre essas comunidades espalhadas pelo Brasil. Esta iniciativa busca estimular o protagonismo social caiçara mediante as demandas comuns existentes, bem como fomentar a geração de renda através da economia criativa e do turismo de base comunitária. Além de trabalhar a autoestima e identidade destas comunidades.

4. Conversas e histórias da cultura surda

Proponente: Bruna Talitta Rodrigues

Resumo do projeto: O gRUPO êBA! realizará uma oficina de sensibilização à cultura surda, com uma artista e contadora de histórias Surda de Santos, afim de promover a representatividade desses sujeitos e trocar experiências linguísticas. Após a conversa, regada de brincadeiras,convidaremos a todos a mergulharem num mundo de sonhos, através da Narração de histórias em Português e LIBRAS do livro Pé de Sonho, feito de corpo, letras, papel e mãos. Sim, mãos porque o livro contém um DVD com a história gravada em LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais. Assim, tanto surdos como ouvintes podem entrar nesta brincadeira.

5. Agrofloresta na Aldeia

Proponente: Maria Julia Hatala Duarte Sallum

Resumo do projeto: A aldeia indígena Guarani Mbya Tekoá Paranapuã encontra-se dentro de um contexto em que as condições para sua sobrevivência física e cultural tornam-se sua principal causa de resiliência e resistência. Paranapuã fica em São Vicente, em meio a uma grande região metropolitana, e trata-se de uma terra não demarcada pelo governo federal e inserida em uma Unidade de Conservação, desse modo, direitos indígenas, como a educação popular e acesso à saúde são precarizados, desencadeando diversos conflitos socioambientais. Nossa proposta surge como uma demanda dos moradores da aldeia: a construção de uma horta orgânica e respeitando a dieta cultural, como forma de garantir uma alimentação adequada e saudável. Assim, nossa metodologia implica em unir o conhecimento tradicional sobre a agricultura e os conceitos de agroecologia, aplicados sobre o desenvolvimento de um Sistema Agroflorestal de Mata Atlântica como forma de garantir a soberania alimentar da comunidade.

6. Foi Vovó quem Falou – Edição Negras Raízes

Proponente: Juliana Clabunde

Resumo do projeto: O Projeto pretende tornar visível pessoas e famílias afrodescendentes que fazem parte da história da cidade de Cubatão, aliando o produto da entrevista realizada, à homenagem aos mesmos, em programação cultural pautada nas culturas de matriz africana, oficinas e feira afro e criativa.

7. 1° Festival de Arte Preta do Portal Umoja

Proponente: Cássia Luiza Sabino de Souza

Resumo dos projetos: O 1° Festival de Arte Preta do Portal Umoja tem como objetivo fomento à produção artística feminina e afrocentrada na região da Baixada Santista. Realizaremos uma espécie de intercâmbio cultural entre jovens negras da região e jovens negras da grande São Paulo. Acreditamos que esse encontro seja necessário para expandir e criar novos horizontes artísticos. Pretendemos por meio de atividades, oficinas, rodas de conversa e exposições, criar um espaço propício para o fortalecimento da identidade da mulher negra nas artes.

8. Puff Di Rua

Proponente: Diego Silva

Resumo do projeto: Há algum tempo o Di rua promove de uma forma sutil a valorização dos catadores, usando suas artimanhas no andar pelas ruas nós os capacitamos para identificar e selecionar madeiras que usamos na fabricação das peças no Di rua Moveis Sustentáveis, e nesse processo remuneramos os catadores pelas madeiras que recolhem na rua, mas dessa vez queremos fazer mais.
Nesse edital proponho uma ação que visa atenuar o preconceito com catador de lixo e o morador em situação de rua e valorizar sua importância na sociedade. Na ação, os catadores irão fazer todo recolhimento do material para uso na oficina e também serão os auxiliares na organização, promoção e execução da oficina.

9. Corpos, HIV e Espaço Público- a arte como ferramenta de informação

Proponente: Vinícius Augusto Alves dos Santos Borges

“Corpos, HIV e Espaço Público- a arte como ferramenta de informação” será uma sequência de atividades artísticas sobre HIV/Aids e suas intersecções identitárias, de gênero, étnico-raciais e de orientação sexuais. Serão apresentadas performances, roda de conversa sobre arte, HIV e ativismo, troca de vivências que abordem o vírus do HIV, corporeidades e suas intersecções, pensando a epidemia de Aids através de um viés social e estrutural. O grupo Slam dos Andradas encerrará a mostra convidando seus poetas a participarem das atividades realizando uma batalha de poesias inspiradas nas temáticas apresentadas.

10. Guerrilha Doc – Mulheres em (luz, câmera e) Ação

Proponente: Iasmin Alvarez

Resumo do projeto: Oficina intensiva de audiovisual sem meias palavras, feito por mulheres e para mulheres para documentar o entorno de seus bairros e personagens de suas vidas sob perspectiva particular de cada olhar.

11. Meninas para frente
Proponente: Marcela Mattos Fernandes

Resumo do projeto: o objetivo desse projeto é proporcionar um dia de vivência para meninas, onde elas possam experimentar atividades que muitas vezes são estimuladas apenas para o sexo masculino. A partir de oficinas de skate, grafitti, defesa pessoal e imagem e identidade, a proposta é trabalhar a auto-estima e desestimular a competição, em um ambiente seguro, exclusivo para mulheres (cis ou trans).
Além das oficinas, as meninas terão contato com arte, por meio de exposição de fotos e pinturas e shows de bandas femininas.

12. PLP Cubatão

Proponente: Paula Losada

Resumo do projeto: O projeto consiste num curso gratuíto, exclusivamente para mulheres, sobre direitos e cidadania com enfoque na discriminação de gênero e raça. O objetivo é capacitar as mulheres para atuarem na defesa dos seus direitos, de sua família ou comunidade onde atuam, face a uma grave ameaça ou violência.

13. AMe no Circuito LABxS – Oficina de Autoconhecimento e Auto-Cuidado

Proponente: Amanda Medeiros

Resumo do projeto: A idéia tem como ponto de partida promover um encontro de mulheres e meninas a fim de lançar pistas para estudos em anatomia, autoconhecimento e auto cuidado. Com base nas vivências que teve ao longo do seu processo de formação em fisioterapia e, para além, o conhecimento de metodologias corporais diversas, Amanda Medeiros ~ AMe, pretende estimular o conhecimento das estruturas do corpo humano, seu funcionamento e a sua relação com a natureza. O encontro estimulará a troca de saberes ancestrais e novas formas de cuidar de si, do outro e do entorno. Na lua cheia de 28 e 29 de abril (sábado e domingo),das 15h às 18h na sede do Instituto Procomum, poderão se inscrever 20 mulheres de qualquer idade (menores somente acompanhada da mãe com inscrições individuais).

14. SMS-CHUVAS: Sistema Eletrônico Autônomo de Monitoramento Ambiental, Alerta e Notificação contra Chuvas Fortes, Alagamentos e Enchentes via SMS em tempo real

Proponente: Antonio Braga

Resumo do projeto: O Brasil é um dos países que mais sofre com os efeitos de fortes chuvas, tempestades e enchentes, afetando os grandes centros urbanos, sobretudo áreas periféricas mais carentes, onde a presença do poder público é ineficiente e em muitos casos inexistente.

15. Da Sola do Tênis ao Avião _ Todos inventos começaram com uma brincadeira

Proponente: Junia Aleixo

Resumo do projeto: Para Einstein, “A imaginação é mais importante que o conhecimento”. Serão 2 oficinas, uma em cada turno. Para criar brinquedos em conjunto. Alunos de escola pública indicada pelo Procomum. Portanto, 5 crianças de manhã; 5 crianças a tarde. Cada encontro terá duração de 4 h/aula. Serão 7 encontros para elaboração e execução. No 8, apresentação dos Projetos/Resultados para o público.