A oficina O fortalecimento do comum e das redes de cuidados é mais uma atividade do Círculos, os círculos de formação contínua do LABxS (Lab Santista) e Instituto Procomum. Os encontros aconteceram entre os dias 21 e 24 de setembro na sede do Coletivo Novo Paraíso (R. Faixa do Oleoduto, 268-310 – Pinhal do Miranda, Cubatão). A atividade é gratuita e requer inscrição prévia (inscreva-se no final da página).

O encontro é facilitado pelo Coletivo Etinerâncias, que já estudou e vivenciou  práticas e experiências de comunidades tradicionais  e espaços de resistência (ocupações, assentamentos, favelas) pelo Brasil e América Latina.

Veja todos os detalhes da oficina:

Início da vivência. Sensibilização, sonhos coletivos, planejamento, reunião de ideias.

Diante da atual conjuntura política e econômica, do conservadorismo e da opressão histórica que se unem ao bloco neoliberal, exige-se cada vez mais criatividade na construção estratégias potentes, capazes de transpor os limites estabelecidos pelos interesses do capital.
Os desafios e resistências do fazer político perpassam hoje desde as esferas macro até as esferas mais invisíveis, cotidianas e micro, que resistem e encontram fissuras que tornam possível a vida e as relações humanas seja no campo, na cidade, na floresta, marés e etc.
O sentido do comum e da autodeterminação das comunidades ganha importância quando pensamos na gestão coletiva das questões comuns e ao mesmo tempo nos apresenta um desafio na pratica cotidiana, disputar e ressignificar o dia a dia e os tempos das pessoas de modo sutil, levando o eixo prático do cola- borativo, contra a fragmentação neoliberal das relações humanas.
Para tal, a construção e o compartilhar de experiências, práticas de resistência e metodologias que par- tem da lógica da cooperação e de articulações coletivas comunitárias é urgente para somar nas lutas dos pares.
O desafio de tornar a vida vivível, descolonizar nossa memória, nossos copos e nosso território desper- tando a inteligência coletiva nos convoca para esta oficina.

Quem?
Desde 2014 o Coletivo Etinerâncias atua a partir da prática diária, no fortalecimento das experiências autônomas de comunidades tradicionais (aldeias indígenas, quilombos, vilas costeiras e campesinas…) e espaços de resistência (ocupações, assentamentos, favelas) pelo Brasil e América Latina. Através da convivência,do vínculo, da escuta e apoio à inteligência coletiva na articulação politica no campo das relações e do comum. Disputa e transforma as relações humanas e os tempos cotidianos contra a fragmentação neoliberal a partir de metodologias sociais, ancestrais e digitais, com um conjunto de estratégias que vão desde de cartografias, sistematização e intercambio de experiências e saberes até agroecologia. Além disso, partilha seus dias junto às parteiras, erveiras, contadores de história, mestres griôs, raizeiras. E dedicam seus caminhos, como aprendizes e co-criadores da tradição oral e ancestral, a conexão da cultura viva, de pontos de encontro entre mundos.

Total de vagas: 15

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