As mulheres e o Comum: ESCUTA, CUIDADO e REPERTÓRIO
Quarta Roda de Conversa Aberta e Gratuita
TECENDO CONHECIMENTOS

“Na tradição afro-diaspórica, música, dança, religiões, conversas e comportamentos cotidianos são verdadeiramente esses lugares tradicionais – o que implica em longevidade, estabilidade e reconhecimento – de produção de conhecimento e, neste ponto de vista, de elaboração de singularidades e resistência.”
Jurema Werneck

“Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.”
Paulo Freire

“O ofício do fazer é uma parte importante do trabalho. A arte é importante porque ela celebra as estações da alma ou algum acontecimento trágico ou especial na trajetória da alma. A arte é um mapa para aqueles que virão depois de nós”
Clarissa Pinkolas Estés

O QUÊ?
Um círculo formativo para mulheres. Nosso quarto encontro, aberto para quem esteve nos primeiros e também para quem chega agora. Para nos escutar. Partilhar inquietações e desejos. No primeiro, começamos refletindo sobre o que é ser mulher/feminino/feminismo, no segundo passeamos pela ideia do comum e a importância da comunidade, depois vivenciamos o prazer como fonte fundamental para despertar e alimentar nossa criatividade, nosso estar no mundo, e agora propomos um passeio para refletir sobre o CONHECIMENTO.

O que é conhecimento? O que precisamos saber para viver? Que conhecimentos são valorizados? O que aprendemos na escola, na faculdade é mais importante que mexer na terra, costurar, cozinhar, limpar? Que saberes guardamos, conosco, de geração em geração, muitas vezes sem perceber?
Para refletir sobre essas questões estaremos acompanhadas por Lélia Gonzalez, Jurema Werneck, Michelle Perrot, Clarissa Pinkola Estes. E como queremos integralidade, sem separação, abrimos nossa roda de leituras para alguns pensadores, filósofos, escritores: Paulo Freire, Boaventura de Sousa Santos, Michel de Certeau, Mia Couto.

Ah, e quem souber bordar, costurar, traga suas linhas e agulhas. Pois queremos aprender a fazer poesia com as mãos. Vamos tecer. Ideias, desejos, resistências. Existência.

PARA QUEM?
Todas as mulheres. Negras, indígenas, brancas, amarelas, trans, cis, lésbicas, bi, homos, jovens, adultas, idosas, caiçaras, urbanas, rurais, gordas, magras e como mais puderem se autodeclarar estão convidadas.

POR QUE?
Compartilhar conhecimento e qualificar o debate sobre gênero, feminismo e o comum.
Promover o cuidado de si e de outras para identificar e potencializar modos de vida comunitários que privilegiem relações de cooperação e responsabilidade.
Reconhecer e impulsionar o protagonismo das mulheres da Baixada Santista, em sua sabedoria para o desenvolvimento de soluções de inovação cidadã.
Conectar as mulheres que integram a nascente rede do LabxS e do Instituto Procomum.
Criar projetos em conjunto.

COMO?
Vivências que integram a metodologia de círculos de mulheres, rodas de discussão e oficinas de co-criação para proporcionar:
Um passeio por conceitos fundamentais para a compreensão das questões de gênero, a noção de comum e comunidade a partir de uma perspectiva feminista.
Buscar convergências e sentidos partilhados de existência, resistência e ação.
Estimular a partilha de nossas histórias.
Inventar caminhos.

QUANDO?
Quarto encontro (dos seis previstos ao longo de 2017): 21 de setembro, quinta-feira, das 19h às 22h, Casa Fórum.

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