Oficina de criação coletiva: construindo juntas o mundo onde queremos viver.

Chega mais! Todas as que já estiveram presentes, todas as que não puderam vir mas se sentem provocadas, venham!

Venham sonhar o que queremos construir juntas a partir da jornada que partilhamos neste círculo das Mulheres e o Comum. Foram 4 encontros (maio, junho, agosto, setembro). Cerca de 30 mulheres por roda. Fizemos tudo sem pressa, no tempo da vida. Escutamos, partilhamos, nos cuidamos. Começamos sem saber aonde chegaríamos. E aqui estamos.

Falamos sobre ser mulher, sobre feminismo, sobre a importância de enfrentar o racismo, refletimos sobre nosso lugar no mundo, sobre comunidades, sobre o comum, o conhecimento, a ancestralidade, sobre prazeres, dores, sobre novas possibilidades, sobre vontades de expandir sendo inteiras, sobre desejos de liberdade. Conhecemos pensadoras, filósofas, escritoras, educadoras. E as nossas sábias e mestras particulares.

Vivenciamos.

Dançamos, rimos, choramos, lemos histórias, poesias, cantamos, nos abrimos, nos emocionamos com as histórias de cada uma e até bordamos. Aprendemos umas com as outras. E agora, como seguimos??

É chegada a hora de FAZER! (e a lua crescente nos inspira!)

Construímos um repertório em comum. E neste tempo em que nosso cozido de inquietações ficou apurando na panela de barro que nos acompanhou a cada encontro, muita coisa aconteceu.

Somos mais de 70 mulheres, plurais, velhas e jovens, estudantes e engenheiras, doceiras e policiais, professoras e bailarinas, brancas e negras, de diferentes credos, gostos.

Somos uma rede em potencial.

De mulheres fazedoras.

Inventoras e parideiras de tantas soluções.

Resistência da existência conectadas ao que importa.

Gestantes de sonhos que não devem mais ficar escondidos.

Queremos dar uma passo para além da nossa roda. Dar vida às idéias. E o que pode sair disso?

Muitas outras rodas, um festival, uma festa, um laboratório permanente, uma cozinha coletiva, uma creche parental,  uma incubadora de projetos coletivos, um coral, um grupo teatral, uma tecelagem, uma escola, uma editora, uma horta, um brechó, um abrigo para cuidar de si com terapias ancestrais e contemporâneas,

uma brigada, um partido. Uma revolução. Um mundo mais acolhedor, mais generoso, mais igualitário. Sonho? Com certeza. Trabalhamos.

As possibilidades são do tamanho da nossa fé. E da nossa disposição em seguir fazendo.

Neste tempo, o Instituto Procomum, organização que vem possibilitando esses encontros um tanto mágicos, conquistou sua sede. E nos convida para ocupar seu salão principal, onde há anos funcionava a Fundação Prato de Sopa,  com esse nosso próximo encontro que será uma oficina de criação coletiva do que queremos para 2018. Temos 1200 metros a serem ocupados, o Lab Santista (LABxS) como uma plataforma a ser ocupada e infinitas possibilidades.

Nosso muito obrigada à Casa Fórum, espaço mais que especial que tão carinhosamente nos acolheu nesses quatro encontros. Foi nosso útero. Agora queremos ganhar o mundo. Obrigada a tod@s! Esperamos vocês.

 

O QUÊ?

Oficina de criação coletiva: construindo juntas o mundo onde queremos viver

 

PARA QUEM?

Todas as mulheres. Negras, indígenas, brancas, amarelas, trans, cis, lésbicas, bi, homos, jovens, adultas, idosas, caiçaras, urbanas, rurais, gordas, magras e como mais puderem se autodeclarar estão convidadas.

 

POR QUE?

  • Compartilhar conhecimento e qualificar o debate sobre gênero, feminismo e o comum.

  • Promover o cuidado de si e de outras para identificar e potencializar modos de vida comunitários que privilegiem relações de cooperação e responsabilidade.

  • Reconhecer e impulsionar o protagonismo das mulheres da Baixada Santista, em sua sabedoria para o desenvolvimento de soluções de inovação cidadã.

  • Conectar as mulheres que integram a nascente rede do LabxS e do Instituto Procomum.

  • Criar projetos em conjunto.

 

COMO?

(VAMOS ABRIR A PANELA)

Vivências que integram a metodologia de círculos de mulheres, rodas de discussão e oficinas de co-criação para proporcionar:

  • Um passeio por conceitos fundamentais para a compreensão das questões de gênero, a noção de comum e comunidade a partir de uma perspectiva feminista.

  • Buscar convergências e sentidos partilhados de existência, resistência e ação.

  • Estimular a partilha de nossas histórias.

  • Inventar caminhos.

 

QUANDO?

Sábado, 28 de outubro, das 9h às 13h. Na sede do Instituto Procomum / LabXSantista, Rua Sete de Setembro, 52, Vila Matias.

 

Inscreva-se agora!