Ornella Rodrigues

Biografia: “Ornella Rodrigues é poeta, feminista, do axé, e fotógrafa. Formada em Letras, tem pós graduação em psicopedagogia. Ativista dos direitos humanos, começou sua  jornada na militância como colaboradora da Casa de Cultura da Mulher Negra de Santos, fundada por Alzira Rufino.

Foi voluntária nos núcleos Educafro por 9 anos, ministrando aulas de literatura, redação e coordenando ações de enfrentamento ao racismo institucional. Colaborou com o surgimento dos conselhos de juventude das cidades de Santos e São Vicente, onde participou pela cadeira de mulheres negras. Como educadora social, atuou em projetos sociais em comunidades da Baixada Santista, produzindo cultura e socializando conhecimento.

Atualmente dedica-se à produção literária, promoção de novas autoras negras, difusão da escrita poética entre mulheres e ao seu estudo sobre o “corpo invisível” na dança, através da performance ainda em construção intitulada “Tsumani”. É mulher negra em movimento.

Marina Ramos da Rocha Paes

Biografia: Marina Ramos da Rocha Paes é instigada por pensar e realizar coisas de forma coletiva.

Uma de suas experiências mais valiosas se deu em um Coletivo Cultural, no interior de SP, por 6 anos. Lá atou como articuladora, buscando facilitar encontros, fortalecer iniciativas, disparar processos! Também fez parte de um grupo de Ritmos Brasileiros, foi aluna e instrutora de circo, além de algumas outras peripécias.

Atualmente cursa pós graduação em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado. Também é formada em Psicologia e mestra em Atenção Psicossocial e Políticas Públicas.

Em virtude desta trajetória tem para si que “Arte e Cultura são complexidades indissociáveis à produção da saúde”.

Aline Benedito, a Fixxa

Biografia:
As palavras em variados tons, os retratos femininos com grandes olhos eclipsados e a combinação de sticker, estêncil, lambe-lambe e grafite já são característicos nas obras de Aline Benedito, a Fixxa. Artista urbana, arte-educadora e produtora cultural, há doze anos Fixxa desenvolve intervenções artísticas com objetivo de ressaltar espaços públicos antes despercebidos pelas pessoas.
“O meu objetivo com a arte é propor uma reflexão sobre nossa política, sociedade e protagonismo feminino. Entendo a arte como uma maneira de descontruir preconceitos”, afirma a tambauense, que participa de coletivos, como Efêmeras, Graffiti Mulher Cultura de Rua e OGS (Organização Grafite Santos) e do programa virtual TVColante.
Fixxa utiliza diferentes plataformas para se expressar e sua arte, bastante conhecida em Santos, já esteve também no Festival de Tolosa na Espanha, Argentina, Japão e países da Europa. Como arte-educadora, Fixxa atua ministrando oficinas brincantes de artes urbanas para crianças e adulto no SENAC, SESCs, Centro da Juventude da Zona Noroeste Escola Total, Oficinas Culturais de São Vicente, Cais Vila Mathias em Santos, Pro-Jovem e Creas (Assistência Social) e no projeto ‘Almas em Movimento’, de inclusão social via cultura para 900 mulheres na Penitenciária Feminina da Capital.


Nilton Ferreira

Biografia:
Nilton Ferreira, integrante do coletivo Dose de Inspiração, que têm no currículo filmes de importância e valor histórico para cidade como o documentário “Ouro Verde – A roda de samba do Marapé”. Trabalhou no Instituto Querô, onde realizou alguns filmes um dos principais projetos o documentário, Carregadores do Monte, vencedor do Prêmio Especial do Júri no 41º Festival de Gramado e Melhor Documentário no 11º Curta Santos, nos mais recentes trabalhos documentais, ‘Catavento’, série documental em 7 episódios, sobre o combate ao trabalho infantil no Brasil. Atualmente trabalha como frellancer na cidade de Santos e São Paulo, em produtoras como Janela Digital, Mokoto Filmes entre outras.


Ugo Castroalves

Biografia:
Nascido em Campinas, SP, começou a criar suas primeiras composições aos 17 anos. Foi estudar no Conservatório Carlos Gomes, no Conservatório de Tatuí e na Unicamp. Tocou em diversos grupos e logo começou a produzir também, entendendo que a produção era parte essencial do fazer cultural. Em 2009 se mudou para França à convite de uma banda, onde morou por 2 anos, tocando com diversos artistas e em vários festivais. Na volta ao Brasil estabeleceu-se em São Vicente. Em 2011 montou sua produtora Reverbere Cultura em Movimento e em 2012 gravou seu primeiro disco autoral com sua esposa e parceira Lua Marina, o “Sonho de Voar”. Foi com esse disco que foi convidado para o Festival Internacional de Jazz de Perth na Austrália. Seu segundo álbum foi o Zigzaguiá, para a criançada, apresentado em shows, espetáculos, grupos e produções. Acreditando sempre na força do fazer coletivo, em 2013 fez parte da criação do MAIS (Música Autoral e Independente Santista) que produziu um festival de 3 dias consecutivos em espaços públicos e que contou com a participação de 23 artistas. Mais recentemente, a partir da inquietação de ocupar os espaços públicos, desenvolveu o  Komboio Cultural com o parceiro Alan Plocki.

E com esta plataforma que leva consigo diversos artistas e linguagens, roda ruas, praças, eventos, escolas, festivais, etc, levando arte e cultura pra toda gente, seguindo produzindo, resistindo, sonhando e acreditando na força transformadora do que o move, a Arte.